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quinta-feira, julho 04, 2013

Tribunal Popular está nas ruas pelo fim da PM e garantia dos direitos humanos

Diante da revolta popular instaurada no Brasil, o Tribunal Popular vem a público para apresentar algumas bandeiras de luta e propostas que se somam às demandas cotidianas das ruas.

O Tribunal Popular nasceu em 2008, com a perspectiva de denunciar os crimes do estado brasileiro, contra o povo pobre, a classe trabalhadora, os povos originários e as comunidades tradicionais.

Ao longo desse 5 anos o Tribunal Popular tem afirmado que existe uma marcha crescente de violações dos Direitos Humanos, fruto de uma consagrada aliança do estado brasileiro com o capital, que não tem respeitado o mínimo dos direitos do povo brasileiro.

As mortes da juventude nas periferias no Brasil, em particular a juventude negra, que nesses 10 anos, levou a morte de meio milhão de jovens, o encarceramento em massa, nos colocando em 4º lugar entre os países que mais encarcera no mundo. Encarcerando majoritariamente os jovens negros, fruto da “guerra contra as drogas”, patrocinada pelo estado brasileiro.

As ações militarizadas nas comunidades pobres do Brasil, que levou ao cúmulo de autorizar a utilização das forças armadas, agravando ainda mais a situação das populações periféricas e faveladas, as obras da Copa e a reorganização das cidades em favor da burguesia e da exploração do capital imobiliário, que removeu e removerá milhares de pessoas de suas moradias, as mortes do Guaranis Kaiowá e dos povos indígenas de forma geral em favor do agronegócio e construção de hidrelétricas para responder a lógica de um desenvolvimento capitalista, o encarceramento de indígenas que leva o Brasil a ser o país que mais encarcera e mata indígenas no mundo, o fim da reforma agrária e a reconcentração de terras no Brasil que data  dos anos de 1950, o envenenamento das águas, do solo, a utilização indiscriminada de agrotóxicos do mundo, os mega-projetos que destroem a natureza, rios e remove populações inteiras de forma violenta de seus lugares de moradia e referencia, são algumas das políticas oriundas do pacto do atual governo com a burguesia.

A realização da Copa no Brasil acirrou as violações dos direitos humanos. A aprovação da Lei Geral da Copa, que prevê um Estado de exceção e um campo aberto para a criminalização dos movimentos sociais, além da presença ostensiva da Força Nacional nos canteiros de obra, nos fazem crer que existe um golpe em curso: do estado contra o povo.

A Polícia Militar, o resquício bruto da ditadura, segue sendo agente destacado da repressão, criminalização e genocídio da população. Se a população em luta pede o aprofundamento da democracia, acreditamos que esta deve passar pela extinção imediata das PMs.

Além do que esses anos temos assistido um processo crescente de privatização da saúde  e da educação, entre tantas outras violações cotidianas que o estado em sua aliança com o capital tem imposto ao povo brasileiro, tornando inviável qualquer direito humano, se colocando como inimigo da humanidade. 

Por esses motivos o Tribunal Popular decide: Permanecer nas ruas até que cessem as violações dos Direitos Humanos ao povo brasileiro.

Seguiremos levantando as bandeiras:

1º Desmilitarização da Polícia.
2º Revogação do Decreto de Garantia de Lei e Ordem, contra a aprovação da Lei Antiterror e retirada da Força de Segurança Nacional das ruas,
campos e obras.
3º Demarcação imediata das terras indígenas, quilombolas e povos tradicionais. Contra a alteração no processo demarcatório. Fim do etnocídio dos povos indígenas.
4º Reforma Agraria Já.
5º Descriminalização do uso de drogas e regulamentação do comércio.
6º Fim do genocídio da juventude negra e reversão da atual política de encarceramento em massa no Brasil.
7º Liberdade imediata aos manifestantes e fim da repressão às manifestações.

sábado, junho 22, 2013

Por que você odeia os ateus?

Este é um momento político propício para depurarmos de vez os preconceitos e irracionalidades do nosso cotidiano.
O direto à liberdade de consciência não se aplica somente a "pensar" no que quer que seja, mas também a acreditar e também NÃO acreditar em algo ou ideia como se a mesma fosse verdade absoluta.
A laicidade do Estado, portanto, não é um fardo político a se aturar e negligenciar (como se tem feito ultimamente), mas uma conquista política histórica que, ao separar a República das religiões, fundou um eixo de projeto societário que rege a "coisa pública" pelo primado da razão científica e materialmente possível, deixando o inegável direito de crenças ao plano particular e universalizando a produção e reprodução das riquezas humanas como possibilidades e necessidades iminentemente públicas.
Assista ao vídeo da ATEA e reflita no que seja o exercício pleno da liberdade.




domingo, abril 21, 2013

"O que é bom para os EUA é bom para o Brasil"?


Recomendo muito assistir ao documentário "O Dia que Durou 21 anos", principalmente para aqueles que nasceram a partir de 1980; para quem se recorda pouco do clima do regime ditatorial quando era criança ou para qualquer brasileiro que queira descobrir o quanto fomos (e ainda somos) manipulados pelo ideário de "democracia" estadunidense.
Os mais jovens, que conheceram o simpático personagem da Disney "Zé Carioca", talvez não sabem que a criação dele fez parte do início de um projeto dos Estados Unidos da América para ganhar aliados entre os países latinoamericanos a partir da Segunda Guerra Mundial, buscando referências lúdicas que pudessem agregar a cultura local do país ao "american way of life", estabelecendo assim influência política e cultural sobre a América Latina.
Porém, o documentário não traz engraçadas aventuras do Zé Carioca, mas sim, a revelação de uma triste página da história política brasileira que foi o Golpe Militar executado contra o nossa jovem, mas promissora democracia em 01 de abril de 1964 e a consequente instalação da Ditadura Militar que duraria até 1985. Neste sentido, a produção expõe uma cuidadosa edição de documentos secretos da Casa Branca e da CIA, revelados depois de 40 anos, quando finalizado o período de arquivo protegido.
Tristeza, raiva, nojo, indignação foi o que senti ao acompanhar o desenrolar de toda a conspiração, corrupção e desrespeito à soberania do Brasil que os EUA empenharam contra nós, organizados no documentário. A partir da espetacular derrota sofrida em Cuba, com a revolução socialista de 1959, os EUA, com receio de nova incursão de influência política advinda da então URSS e do Bloco Socialista, incrementaram seu projeto de manutenção da influência na América Latina, agora, porém, não mais com as quase inocentes aventuras dos personagens da Disney, mas com a arquitetura de golpes militares e instalação de ditaduras em praticamente todos os países do continente, tendo o Brasil como foco, em virtude da importância política e econômica local e das intenções por "reformas de base" pelo então presidente brasileiro, João Goulart (Jango), comparadas sordidamente pelos EUA como "projeto de instalação do comunismo no Brasil" .
Desde telegramas e telex dos embaixadores estadunidenses no Brasil à Casa Branca, até os áudios de conversas com os então presidentes dos EUA John Kennedy e Lyndon Johnson, mostra-se irrefutável a consolidação da tese que os lutadores sociais e defensores da democracia brasileira sempre pautaram, de que os EUA desenharam, articularam, infiltraram, financiaram e mantiveram não só o Golpe de 1964, mas praticamente toda a sustentação política do regime militar ditatorial que ceifou considerável capacidade de luta política de várias gerações de brasileiros, mas, porém, sempre negando oficialmente tal participação.
Penso que refletir sobre o que nos traz o documentário é importante para entendermos o que concretamente seja, de fato, ser fã dos EUA e do seu "way of life" ou até mesmo ser "antiamericano". Porque a produção nos remete primeiro, e obrigatoriamente, a pensar no que significa ser brasileiro hoje em dia.

quinta-feira, março 08, 2012

Mulher = Riqueza Humana

CLIQUE AQUI para ouvir a música que ofereço às mulheres pelo dia no qual se afirma  sua luta por igualdade de gênero.

quinta-feira, maio 05, 2011

Conquista de Direitos Homoafetivos


A horizontalização dos Direitos Humanos obtem vitória importante com a deliberação unânime do STF acerca da efetivação dos Direitos Homoafetivos.
Vitória também para a legitimação da laicidade do Estado, o qual tem a obrigatoriedade de NÃO reconhecer pressupostos religiosos ao garantir direitos a TODOS.
Parabéns aos movimentos LGBT em todo o Brasil!


quarta-feira, fevereiro 02, 2011