(+) VENOSO E ARTERIAL (-)

Venoso é veia, veneno, sentimento. Arterial é artéria, ar, pensamento. Aqui você vai encontrar um pouco do conteúdo vital que circula em mim...

Quarta-feira, Outubro 26, 2005

Rapaz "de família"...

Eu, um rapaz "de família" quero deixar minha homenagem á vitória do NÃO no Referendo.
Na verdade, é um título que nós todos teremos que usar mediante o entendimento que "esta coisa damocrática" nos impregnou.
Então, a partir de hoje, quero ser chamado de:


"Cidadão-de-bem-que-nunca-perde-a-cabeça".

Sexta-feira, Outubro 21, 2005

Inexpressividade Expressiva...




Tenho sido bombardeado de preconceitos por causa do meu voto nulo nesse referendo equivocado.
A melhor (e mais contraditória) crítica que recebi foi de uma pessoa que disse que o referendo não vai mudar nada e depois nomeou meu voto de "Inexpressivo". É pra rir?
Vamos brincar de lógica: Se o referendo não vai mudar nada logo ele não tem expressividade. Se não tem expressividade logo não tem fundamento a sua proposta. Se não tem fundamento não era para ser colocado em pauta, logo quem faz esse raciocínio não deveria votar. Se o raciocínio é seguido e o voto é obrigatório logo se vota nulo.
Está mais do que claro para mim que meu voto nulo não será para resolver o impasse, mesmo sabendo que votar nulo ainda é visto com um enorme preconceito relacionado a “falta de posição” ou “voto jogado fora”. Meu voto é contra a maneira que se está abordando a questão da segurança pública no Brasil. É um voto de defesa particular e quase solitária, infelizmente.
Votar nulo é expressar indignação com os candidatos ou com a maneira que se conduz algum pleito.
Porque a insatisfação é geral, mas não é expressa. E se não é expressa, passa a mensagem subliminar de comodismo e as coisas sempre continuam as mesmas. Imagine se pelo menos 1/3 dos eleitores votassem nulo? Com certeza a abordagem da questão seria muito mais qualificada.

Os mais de 500 milhões de reais que serão gastos no referendo já seriam de bom tamanho para iniciar um bom programa de segurança pública.

Se não fosse possível, eu votaria no SIM. Mas vide as estatísticas do jardim Ângela na Zona Sul. É um exemplo de "desarmamento" por convicção de que a violência é primitiva e desnecessária quando se tem valores sólidos.


Ser é Lutar!


Opa....faltam exatamente 24 horas para o 29º ano de vida desse chato aqui....haha

Sexta-feira, Outubro 07, 2005

REFERENDO 2005 - EU VOTO NULO!


É lamentável que o primeiro referendo nacional seja para deliberar sobre uma pergunta mal feita e sobre um assunto temerário. Nisto, percebo a inteligência dos eleitores ser agredida com tamanha imaturidade democrática que ainda temos. Será que temos ou querem que temos?
A começar que o próprio TSE faz propaganda dizendo que há, somente, 2 opções para votar. Mais uma questão temerária...

Avaliando os "dois lados":

SIM - Tem razão quando defende a cultura da "não-violência". Erra inocentemente ao acreditar que ninguém mais vai adquirir armas se caso for proibido o comércio das mesmas.
Acerta quando quer zelar pelas vidas ceifadas por tiros. Erra em acreditar que isso acontecerá a curto prazo. Acerta quando afirma que a não possibilidade de comprar armas conterá a violência. Erra ao negar que violência também se traduz num tapa na cara.
Acerta ao dizer que o Brasil tem vocação pacifista. Erra ao afirmar que esta proibição contribuirá para a paz.
Discute com extrema habilidade o que faz uma pessoa a pegar uma arma para resolver seus conflitos. Titubeia ao discutir o fascínio que um jovem negro, morador de favela, desempregado, marginalizado, tem ao vincular status social ao ato de se empunhar uma arma para defender um ponto de tráfico.
Examplo máximo desta imprevidência é escutar o Sen. Renan Calheiros, líder da Frente Parlamentar do Desarmamento, dizer que "as leis não são feitas para quem é fora-da-lei". Ora...sem comentários.
Enfim, acerta ao querer que os jovens não circulem com armas. Erra ao não priorizar a luta para que eles circulem com livros.

NÃO - Tem razão quando diz que o Estatuto do Desarmamento é suficiente
http://www.mj.gov.br/seguranca/desarmamento.pdf. Erra ao separar "bandidos" de "homens de bem".
Existem "homens de bem" que assaltam, assim como existem "bandidos" que não usam armas. Porque, afinal, todos, fora de nossos condomínios, estamos à margem.
O "bandido" que habita e chefia o tráfico no morro é o "homem de bem" para aquela comunidade porque ele os "defende" dos "homens de bem" fardados.
O "homem de bem" que se arma para compor grupos de extermínio de adultos e crianças em situação de rua é o "bandido" para estas pessoas, porque os outros "homens de bem" daquela comunidade querem se defender destes "bandidos".
Acerta quando diz que há uma questão anterior ao "desarmamento": a luta por uma política nacional de segurança pública. Erra quando diz que esta política deve desarmar primeiro os "bandidos", sem definir, novamente, quem são os bandidos.
Alguém responde porque o documentário do MV Bill, sobre o crime organizado no Rio, não foi exibido na TV?
Alguém responde porque Marcos Valério continua solto e Maluf só foi preso agora, em época de "seriedade" de um governo que "corta na carne"?Enfim, acerta ao defender a liberdade de se ter uma arma em casa. Erra ao transmitir uma mensagem torta e reacionária sobre o que é defesa, a um país sendo dominado pela barbárie.


Concluindo, este referendo é um grande equívoco nacional e só confirma a hipocrisia do Brasil ao tentar resolver somente os efeitos de nossos problemas, deixando as causas reais "nas mãos de Deus".Somos incompetentes ou muito medrosos...Então eu VOTO NULO! Pelo respeito e seriedade que o voto deve ter...


Ser é Lutar!

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

Tu és feliz

Razão do Cobal
Nossas felicidades
Têm essência
Nas frustrações que nunca desejamos

A desilusão
Insurge para o convite á vida real
E dá a liberdade de escolher ser feliz
Somos?